A dor articular pode ter diferentes causas e nem sempre está relacionada exclusivamente ao desgaste da articulação. Doenças degenerativas, processos inflamatórios, lesões, sobrecarga, tendinopatias, bursites e alterações das estruturas nervosas próximas podem produzir sintomas semelhantes, mas exigem abordagens diferentes.
Na avaliação da dor articular, é fundamental identificar qual estrutura está gerando a dor e qual é o mecanismo envolvido. Em alguns casos, a origem está dentro da própria articulação; em outros, a dor pode estar relacionada aos tendões, bursas, músculos, ligamentos ou estruturas nervosas próximas.
Artrite ou artrose: qual é a diferença?
Embora os nomes sejam parecidos, artrite e artrose não são a mesma condição.
A artrite corresponde a um processo predominantemente inflamatório que pode ter diferentes causas, incluindo doenças autoimunes, infecciosas, metabólicas e outras condições inflamatórias.
Pode se manifestar com dor, aumento de volume, calor, eventualmente vermelhidão e rigidez articular.
Um aspecto importante da avaliação clínica é o padrão da rigidez. Nas doenças articulares inflamatórias, a rigidez costuma ser mais intensa pela manhã ou após períodos de repouso, com maior dificuldade para movimentar a articulação ao acordar. Ao longo do dia e com a movimentação, a rigidez tende a melhorar. Esse padrão, especialmente quando associado a dor e outros sinais de inflamação, pode levantar a suspeita de uma doença reumatológica.
Quando um paciente, especialmente mais jovem, apresenta dor ou inflamação em várias articulações (poliartralgia ou poliartrite), é importante investigar a possibilidade de uma doença reumatológica.
Nessas situações, podem ser necessários exames laboratoriais direcionados, incluindo marcadores inflamatórios e autoanticorpos, sempre de acordo com a história clínica e o exame físico. O acompanhamento com um reumatologista é importante quando há suspeita de doença reumatológica, pois esse especialista é responsável pela investigação e pelo tratamento específico dessas condições.
Já a artrose, também chamada de osteoartrite, é uma doença articular caracterizada por alterações estruturais e funcionais progressivas. Embora o envelhecimento seja um importante fator de risco, a artrose não deve ser entendida simplesmente como um “desgaste da cartilagem”. Fatores mecânicos, metabólicos, genéticos e inflamatórios também participam de seu desenvolvimento.
A osteoartrite acomete com frequência articulações como joelhos, quadris e mãos, podendo provocar dor, rigidez e redução da capacidade funcional. [1]
Principais dores articulares
Entre as articulações mais frequentemente envolvidas nas queixas musculoesqueléticas estão o quadril, joelho e ombro.
O tratamento pode envolver medidas de reabilitação e medicamentos, mas, em pacientes selecionados, a medicina intervencionista da dor pode oferecer opções adicionais, como infiltrações guiadas por imagem, viscos suplementação, procedimentos sobre nervos articulares, radiofrequência, terapias por ondas de choque e terapias regenerativas, de acordo com o diagnóstico.
A indicação de cada procedimento depende da causa da dor, das alterações anatômicas, da resposta aos tratamentos anteriores e das características individuais de cada paciente.
Dor no quadril
A dor no quadril pode ter origem na própria articulação ou nas estruturas periarticulares.
Entre as causas mais frequentes estão a osteoartrite do quadril (coxartrose), a síndrome da dor trocantérica maior, as tendinopatias dos músculos glúteo médio e mínimo e alterações relacionadas à fáscia lata, da qual faz parte o trato iliotibial, também chamado banda iliotibial.
A dor lateral do quadril também pode ser confundida com dor de origem lombar ou radicular, especialmente quando o paciente apresenta simultaneamente sintomas na coluna.
Coxartrose
A coxartrose é a osteoartrite que acomete a articulação do quadril. Pode provocar dor principalmente na região da virilha, podendo também irradiar para a face anterior da coxa ou nádega, além de rigidez e limitação dos movimentos.
A dor costuma estar relacionada à atividade e pode interferir em atividades como caminhar, subir escadas, levantar-se de uma cadeira ou calçar os sapatos.
O diagnóstico é predominantemente clínico e pode ser complementado por exames de imagem, especialmente radiografias. A ressonância magnética pode ser indicada em situações específicas, principalmente quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de outras alterações.
Tratamento intervencionista
Em pacientes selecionados com dor persistente, podem ser consideradas técnicas intervencionistas para controle da dor, incluindo infiltrações intra-articulares guiadas por imagem e procedimentos direcionados às estruturas nervosas relacionadas à inervação do quadril.
O bloqueio do grupo nervoso pericapsular (PENG) é uma das técnicas utilizadas para analgesia da região anterior do quadril. Estratégias envolvendo o PENG e a radiofrequência pulsada também são contempladas em algoritmos recentes para pacientes selecionados com dor crônica do quadril. [2,3]
Síndrome da dor trocantérica maior
A síndrome da dor trocantérica maior é uma causa frequente de dor na região lateral do quadril. Embora seja muitas vezes chamada de “bursite trocantérica”, o quadro pode envolver diferentes estruturas, especialmente os tendões dos músculos glúteo médio e glúteo mínimo, além da bursa trocantérica e das estruturas da fáscia lata.
A dor costuma localizar-se na região lateral do quadril e pode ser referida da face lateral da coxa até próximo ao joelho. Pode piorar ao permanecer deitado sobre o lado afetado, caminhar, correr, subir escadas ou permanecer em determinadas posições.
A avaliação clínica é fundamental. A ultrassonografia ou a ressonância magnética podem auxiliar na identificação de tendinopatias, lesões dos tendões glúteos e alterações bursais. [4]
Tratamento intervencionista
O tratamento pode incluir fisioterapia e fortalecimento progressivo. Em casos selecionados, podem ser utilizadas infiltrações guiadas por ultrassom, direcionadas à bursa ou a outras estruturas responsáveis pela dor.
A terapia por ondas de choque extracorpóreas também pode ser utilizada em determinados casos de síndrome da dor trocantérica maior, particularmente quando há tendinopatia glútea associada. [5]
Esse quadro também merece atenção porque pode ser confundido com dor de origem lombar, como uma dor radicular, principalmente quando o paciente apresenta simultaneamente dor na coluna.
Tendinopatia dos glúteos
A tendinopatia dos músculos glúteo médio e glúteo mínimo é uma importante causa de dor lateral do quadril e pode fazer parte da síndrome da dor trocantérica maior.
O tratamento costuma envolver modificação de carga, fortalecimento progressivo e fisioterapia. Em casos selecionados, podem ser considerados procedimentos intervencionistas, como infiltrações guiadas por imagem, além de terapias por ondas de choque. [5]
Síndrome do trato iliotibial
O trato iliotibial, também chamado banda iliotibial, é um espessamento longitudinal da fáscia lata na região lateral da coxa.
A síndrome do trato iliotibial é mais frequente em pessoas fisicamente ativas e pode causar dor na região lateral do quadril ou, mais frequentemente, na região lateral do joelho, especialmente durante atividades repetitivas como corrida.
É importante diferenciá-la de outras causas de dor lateral do quadril e da coxa, incluindo tendinopatias glúteas, síndrome da dor trocantérica maior e causas provenientes da coluna lombar.
Dor no joelho
O joelho é uma das articulações mais frequentemente acometidas por doenças degenerativas e lesões musculoesqueléticas.
Entre as causas de dor estão a osteoartrite do joelho (gonartrose), alterações meniscais, tendinopatias, bursites e lesões ligamentares, entre outras.
Gonartrose
A gonartrose é a osteoartrite do joelho. Pode causar dor, rigidez, redução da mobilidade, crepitação e dificuldade para realizar atividades como caminhar, subir e descer escadas ou permanecer em determinadas posições.
A presença de alterações radiográficas, por si só, não determina a intensidade da dor. É necessário correlacionar os achados dos exames com os sintomas e as limitações funcionais do paciente.
O tratamento deve ser individualizado e pode incluir educação, exercício terapêutico, fortalecimento muscular, controle do peso quando indicado, medicamentos e tratamentos intervencionistas. [1]
Tratamentos intervencionistas
Quando a dor persiste apesar das medidas conservadoras, existem diferentes possibilidades de tratamento intervencionista.
A infiltração intra-articular, realizada preferencialmente com orientação por ultrassonografia, pode ser utilizada em situações selecionadas. Dependendo do quadro clínico, pode ser indicada a viscos suplementação com ácido hialurônico, uma alternativa terapêutica utilizada no tratamento da osteoartrite do joelho. [6,7]
A radiofrequência é outra opção para pacientes selecionados. Pode ser realizada sobre os nervos geniculares, responsáveis por parte da inervação sensitiva do joelho, com o objetivo de reduzir a transmissão da dor.
Além da radiofrequência convencional, técnicas de radiofrequência pulsada (PRF) vêm sendo utilizadas como estratégia neuromodulatória, inclusive em aplicações intra-articulares.
O consenso Leiden–Nice apresenta algoritmos para a utilização da radiofrequência pulsada em pacientes com dor crônica, incluindo estratégias intra-articulares e procedimentos direcionados aos nervos geniculares em casos selecionados de osteoartrite do joelho. [3]
Terapias regenerativas
A Resolução CFM nº 2.464/2026 regulamentou o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) como procedimento médico adjuvante para condições osteomusculares específicas, incluindo a osteoartrite do joelho. A resolução estabelece que sua indicação deve ser precedida de diagnóstico, avaliação clínica individualizada e definição dos objetivos terapêuticos. [8]
O PRP pode, portanto, ser considerado como parte de uma estratégia terapêutica individualizada para determinados pacientes com osteoartrite do joelho.
Quando considerar cirurgia?
Em casos avançados, com comprometimento importante da função e sintomas persistentes apesar do tratamento conservador e das alternativas não cirúrgicas apropriadas, a avaliação ortopédica pode ser necessária para discutir tratamento cirúrgico, incluindo artroplastia quando indicada.
Dor no ombro
A dor no ombro pode ter origem em diferentes estruturas. Entre as causas mais comuns estão as alterações do manguito rotador, bursopatias, capsulite adesiva e alterações degenerativas das articulações glenoumeral e acromioclavicular.
Tendinopatia do manguito rotador
O manguito rotador é formado pelos tendões dos músculos supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor.
Entre eles, o supraespinhal (supraspinatus) é frequentemente envolvido nas alterações dolorosas do manguito rotador.
A dor pode ocorrer principalmente durante a elevação e outros movimentos do braço, podendo estar associada a limitação funcional.
A bursa subacromial-subdeltoidea, localizada adjacente ao manguito rotador, especialmente na região do tendão do supraespinhal, também pode participar do quadro doloroso.
O diagnóstico é principalmente clínico, podendo ser complementado por ultrassonografia ou ressonância magnética quando necessário. [9]
Tratamento intervencionista
Em casos selecionados, podem ser realizadas infiltrações guiadas por ultrassonografia, direcionadas à bursa subacromial-subdeltoidea ou a estruturas específicas responsáveis pela dor.
Quando existe tendinopatia persistente, outras estratégias intervencionistas podem ser consideradas de acordo com o diagnóstico, incluindo procedimentos guiados por imagem e, em situações selecionadas, terapias por ondas de choque.
Artrose glenoumeral
A osteoartrite da articulação glenoumeral pode provocar dor profunda no ombro, rigidez, perda progressiva da amplitude de movimento e crepitação.
Em pacientes selecionados, pode ser realizada infiltração intra-articular glenoumeral, preferencialmente guiada por ultrassonografia ou outro método de imagem adequado.
A viscos suplementação com ácido hialurônico também pode ser considerada em situações selecionadas de osteoartrite do ombro. [10]
Artrose acromioclavicular
A articulação acromioclavicular é uma pequena articulação localizada na região superior do ombro e também pode apresentar alterações degenerativas.
A artrose acromioclavicular pode provocar dor localizada na região superior do ombro, especialmente durante movimentos que aproximam o braço do corpo ou atividades que aumentam a carga sobre essa articulação.
É importante diferenciar essa fonte de dor das alterações do manguito rotador.
Quando a articulação acromioclavicular é identificada como fonte relevante da dor, pode ser realizada infiltração articular guiada por ultrassonografia, tanto para fins diagnósticos quanto terapêuticos.
Tratamentos intervencionistas para dores articulares
A medicina intervencionista da dor dispõe de diferentes técnicas que podem ser utilizadas de maneira individualizada, sempre de acordo com a causa da dor.
Entre elas estão:
- Infiltrações intra-articulares, realizadas preferencialmente com orientação por imagem;
- Viscos suplementação com ácido hialurônico, em pacientes selecionados;
- Bloqueios de nervos periféricos e nervos articulares, para diagnóstico e tratamento da dor;
- Radiofrequência convencional, especialmente em estruturas nervosas responsáveis pela transmissão da dor articular;
- Radiofrequência pulsada, uma técnica neuromodulatória que pode ser aplicada a nervos periféricos e, em situações selecionadas, por via intra-articular;
- Terapia por ondas de choque, especialmente em algumas tendinopatias e síndromes dolorosas periarticulares;
- Terapias regenerativas, quando houver indicação clínica e respaldo regulatório para a condição tratada.
A escolha do procedimento deve ser baseada no diagnóstico, na anatomia envolvida, na intensidade e duração dos sintomas, nos tratamentos previamente realizados e nos objetivos terapêuticos do paciente.
O tratamento intervencionista pode fazer parte de uma estratégia multimodal, associando procedimentos direcionados ao controle da dor a exercício, fisioterapia, controle de fatores de risco e acompanhamento médico.
Prevenção e cuidados com as articulações
Nem todas as dores articulares podem ser prevenidas, mas algumas medidas contribuem para preservar a função musculoesquelética e reduzir fatores de risco modificáveis.
Exercício físico regular: manter força muscular, mobilidade e condicionamento físico é importante para a saúde das articulações.
Controle do peso corporal: especialmente nas pessoas com sobrepeso ou obesidade, a redução de peso pode contribuir para diminuir a carga sobre articulações como joelhos e quadris.
Alimentação equilibrada: hábitos alimentares adequados contribuem para a manutenção do peso corporal e para a saúde geral.
Acompanhamento médico: dores persistentes, recorrentes ou acompanhadas de sinais inflamatórios devem ser avaliadas para identificar sua causa.
Fisioterapia: quando indicada, pode contribuir para recuperação da força, mobilidade, controle da carga e função.
Perguntas e respostas
Toda dor articular é causada por artrose?
Não. A dor pode estar relacionada a doenças degenerativas, inflamatórias, lesões, tendinopatias, bursites, sobrecarga, alterações biomecânicas ou outras condições. Identificar a origem da dor é fundamental para definir o tratamento adequado.
Qual a diferença entre artrite e artrose?
A artrite está relacionada a processos predominantemente inflamatórios, enquanto a artrose, ou osteoartrite, é uma doença articular caracterizada por alterações estruturais e funcionais. As duas condições podem causar dor e rigidez, mas possuem causas e tratamentos diferentes.
Como diferenciar uma dor inflamatória de uma dor mecânica?
A dor inflamatória costuma estar associada a rigidez mais intensa pela manhã ou após períodos de repouso, com melhora progressiva da mobilidade durante o dia. A dor mecânica, por outro lado, costuma apresentar relação mais evidente com carga e movimento, embora existam situações em que os padrões podem se sobrepor.
Quando devo procurar um reumatologista?
A avaliação por um reumatologista é especialmente importante quando há dor ou inflamação em várias articulações, rigidez matinal prolongada, episódios recorrentes de inchaço, calor ou vermelhidão das articulações ou outros sinais que levantem suspeita de uma doença reumatológica.
Dor no quadril sempre significa problema na articulação?
Não. A dor na região do quadril pode ter origem na articulação, nos tendões, bursas e músculos ao redor ou até mesmo na coluna lombar e em estruturas nervosas.
A dor no joelho pode ser tratada sem cirurgia?
Em muitos pacientes, sim. Dependendo da causa e do estágio da doença, podem ser utilizadas estratégias de exercício e fisioterapia, medicamentos, infiltrações, viscos suplementação, radiofrequência e outras técnicas intervencionistas. Em casos avançados, entretanto, a cirurgia pode ser indicada.
O que é radiofrequência para dor articular?
A radiofrequência utiliza uma corrente de alta frequência aplicada por meio de uma agulha e eletrodo para modificar a transmissão da dor. Dependendo da técnica, pode atuar sobre nervos responsáveis pela sensibilidade da articulação ou utilizar radiofrequência pulsada com objetivo predominantemente neuromodulatório.
O que é viscos suplementação?
É a aplicação intra-articular de substâncias à base de ácido hialurônico com o objetivo de auxiliar no controle dos sintomas em pacientes selecionados com doenças articulares.
O PRP pode ser utilizado para dores articulares?
A Resolução CFM nº 2.464/2026 regulamenta o uso do PRP como procedimento médico adjuvante para algumas condições osteomusculares específicas, incluindo a osteoartrite do joelho. Sua indicação deve ser individualizada e precedida de diagnóstico e avaliação clínica. [8]
Quando procurar um médico para dor articular?
É recomendável procurar avaliação médica quando a dor é persistente, recorrente ou limita atividades do dia a dia, especialmente quando está associada a inchaço, calor, vermelhidão, rigidez importante, perda de força ou limitação progressiva dos movimentos.
Referências bibliográficas
1. Kolasinski SL, et al. 2019 American College of Rheumatology/Arthritis Foundation Guideline for the Management of Osteoarthritis of the Hand, Hip, and Knee. Arthritis Rheumatol. 2020;72(2):220-233.
2. Koc TA Jr, et al. Hip Pain and Mobility Deficits-Hip Osteoarthritis: Revision 2025. J Orthop Sports Phys Ther. 2025;55(11):CPG1-CPG31.
3. de Moraes Ferreira Jorge D, Rohof O, Teixeira A, et al. The Leiden–Nice Consensus (2024–2025)—Technical Standardization and Clinical Algorithms for Pulsed Radiofrequency for Chronic Pain. Pain Ther. 2026. doi:10.1007/s40122-026-00885-0. (Springer)
4. Williams BS, Cohen SP. Greater trochanteric pain syndrome: a review of anatomy, diagnosis and treatment. Anesth Analg. 2009;108(5):1662-1670.
5. Dancy ME, et al. Gluteal Tendinopathy: Critical Analysis Review of Current Nonoperative Treatments. JBJS Rev. 2023;11(10):e23.00101.
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7. Monfort J, Henrotin Y, Chevalier X, et al. EUROVISCO Good Medical Practice Recommendations for the Use of Viscosupplementation with Hyaluronic Acid in the Management of Knee Osteoarthritis. Cartilage. 2026;17(3):322-330. (PubMed)
8. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.464, de 2 de julho de 2026. Regulamenta o uso de plasma rico em plaquetas como procedimento médico adjuvante no tratamento de condições osteomusculares específicas. (CFM Sistemas)
9. Desmeules F, et al. Rotator Cuff Tendinopathy Diagnosis, Nonsurgical Medical Care, and Rehabilitation: A Clinical Practice Guideline. J Orthop Sports Phys Ther. 2025;55(4):235-274.